Compartilhe:

Notícias

Atendimento humano em Direito Previdenciário: por que isso não é detalhe

Existe uma particularidade no Direito Previdenciário que o diferencia de quase todas as outras áreas: quem procura um advogado previdenciário raramente está buscando vantagem. Está buscando sobrevivência.

Quem chega até aqui

É a pessoa que teve o auxílio-doença cortado e está sem renda há três meses. É quem trabalhou trinta e cinco anos e descobriu que o INSS não reconheceu metade do tempo. É quem cuida de um filho com deficiência e não sabe se tem direito a alguma coisa. É quem se acidentou e voltou ao trabalho com dor, achando que aquilo era normal.

Nenhuma dessas pessoas chega tranquila. E quase nenhuma entende o vocabulário com que o próprio sistema trata o seu caso.

O custo do atendimento frio

Quando alguém nessa situação encontra um atendimento burocrático, três coisas acontecem.

A primeira é que a pessoa não conta tudo. Ela responde o que foi perguntado e omite o resto, porque não sabe o que é relevante. Informações decisivas — um trabalho rural na infância, um período em frigorífico, uma lesão antiga — ficam de fora.

A segunda é que ela não entende o que foi decidido. Sai da reunião sem saber o que vai acontecer, e passa meses ansiosa.

A terceira é que ela não confia. E sem confiança, não traz os documentos, não avisa das novidades, não responde às solicitações.

Atendimento humano, portanto, não é só uma questão de gentileza. É condição técnica para um caso bem instruído.

Perguntar além do que foi dito

Boa parte do nosso trabalho de triagem consiste em perguntar o que a pessoa não pensou em contar. Onde você morava quando criança? Seus pais trabalhavam em quê? Qual foi o seu primeiro emprego com carteira? Você já trabalhou em lugar barulhento? Já se afastou por problema de saúde alguma vez?

É nesse tipo de conversa que aparecem os períodos rurais, os vínculos especiais esquecidos, os acidentes antigos — elementos que mudam completamente a análise.

Explicar sem juridiquês

Dizer a alguém que "houve indeferimento por insuficiência de carência" não comunica nada. Dizer que "o INSS entendeu que faltam contribuições e vamos verificar se há períodos que ele deixou de contar" comunica.

A linguagem técnica é necessária nos documentos do processo. Na conversa com quem vive o problema, ela só serve para criar distância.

Dizer a verdade, inclusive a desconfortável

Parte do cuidado é não iludir. Quando o caso é frágil, dizemos. Quando não há prova de um período, dizemos. Quando o caminho que a pessoa imaginava é pior do que outro, explicamos por quê.

Essa honestidade às vezes frustra na hora. Mas é o que permite decidir com informação real, e é o que evita anos de expectativa sobre algo que não iria se concretizar.

Acompanhar durante a espera

Processos previdenciários levam tempo. Durante esse período, o cliente não tem nada a fazer além de esperar — e esperar sem notícia é desgastante.

Por isso, informamos a cada etapa relevante, inclusive quando a notícia é que não houve novidade. Saber que o processo aguarda perícia é melhor do que não saber nada.

O que isso constrói

Mais de 30 anos atuando dessa forma criaram algo que nenhuma estratégia de divulgação constrói: pessoas que voltam, que indicam parentes e vizinhos, e que descrevem publicamente como foi ser atendida aqui.

Somos gratos por isso. Atendemos em Maringá, na região e em todo o Paraná, com atendimento online para clientes de outros estados.

Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui a análise individual de cada caso.


Maria Isabel Watanabe
Advogada — OAB/PR 16.802

Arthur Leandro Watanabe de Paula
Advogado — OAB/PR 109.243

Advocacia Maria Isabel Watanabe — Maringá/PR

Fale conosco

Receba novidades